Em Buriticupu, no oeste do Maranhão, a erosão urbana se tornou um problema gigante e cada vez mais visível, com crateras engolindo o solo. Com mais de 100 metros de profundidade, as chamadas voçorocas se tornaram uma preocupação latente para os moradores da cidade e seu entorno.
Diante desse cenário alarmante, a comunidade científica se mobiliza. Uma equipe multidisciplinar, incluindo professores da Uemasul e pesquisadores de diversas instituições (Maranhão, Goiás, Rio de Janeiro, INPE e exterior), está trabalhando no projeto.
Diagnóstico
Com apoio federal e estadual, os pesquisadores desenvolvem um mapeamento detalhado para diagnosticar, solucionar e monitorar as áreas afetadas.
A notícia de que a ciência está unida para combater esse problema já acendeu uma esperança na população local. Em uma reunião estratégica em Brasília (DF), o governador do Maranhão, Carlos Brandão, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o prefeito de Buriticupu, João Carlos Teixeira, deram o pontapé inicial no projeto que promete ser promissor.
Projeto
Os pesquisadores atuarão em três etapas: planejamento integrado, mapeamento diagnóstico com intervenções e monitoramento contínuo da área sensível.
O professor Josué Viegas, coordenador do projeto, detalhou a complexidade da questão.
“Vários fatores precisam estar associados para saber se os locais vão ter ou não erosão, é preciso uma análise sistêmica para entender as partes com o fim de compreender o todo. Nosso projeto se baseia no mapeamento diagnóstico. Por exemplo: se temos um problema de saúde, eu procuro o médico e esse médico vai dizer qual o melhor diagnóstico e tratamento para solucionar a problemática. Esse é o caso de Buriticupu, fomos os especialistas procurados para fazer esse diagnóstico”, explicou, ilustrando a abordagem científica que será adotada.
A situação chegou a um ponto crítico em fevereiro de 2025, quando o agravamento das erosões atingiu casas e ruas, levando a prefeitura a decretar estado de calamidade pública. Vale lembrar que essa não foi a primeira tentativa de solucionar o problema. Em 2024, apesar do investimento federal em defesa civil e drenagem, as ravinas continuaram avançando, evidenciando a necessidade de um estudo mais aprofundado, que agora é conduzido por pesquisadores.
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